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sábado, 7 de julho de 2018

A irracionalidade dentro da militância de ideologia pequeno-burguesa





INTRODUÇÃO

A foto inicial é o nosso objeto de crítica. Não apenas, compreender a sua epistemologia, por assim dizer, mapeá-la de forma “impessoal” de como a “subjetividade” desse pensamento é mais pueril e tão decadente quanto a tentativa falha de “moralizar”.

Quando o filósofo alemão Jürgen Habermas falou em “razão comunicativa” através da intersubjetividade humana em que os seres através da linguagem procuram entendimento entre si, seja para as relações “institucionais” (por exemplo, o “juramento médico”), seja para as relações pessoais (por exemplo, resolver pequenos conflitos de interesses mútuos), o pessoal elevou a enésima potência – ainda que sem saber disso – para um “irracionalismo da razão”.

É uma teoria que se fundamentou no conceito de ação, entendida como a capacidade que os sujeitos sociais têm de interagirem intra e entre grupos, perseguindo racionalmente objetivos que podem ser conhecidos pela observação do próprio agente da ação. Habermas priorizou, para a compreensão do ser humano em sociedade, as ações de natureza comunicativa, as ações referentes à intervenção no diálogo entre vários sujeitos. Habermas era da assim chamada “Escola de Frankfurt” das ciências humanas.

No sentido marxiano, a razão, em contrapartida, entendida como uma figura histórica e socialmente constituída reproduz, de certa forma, esse mesmo sentido. É, por isso, reprodutora de sentido e nunca sua usina originária como ocorre na atualidade em que se vive no interior de um verdadeiro imperialismo da subjetividade. 

A organização do mundo pela cabeça, pela razão, entendimento, ou coisa que o valha, seja em que variante for – de Kant a Husserl –, pode ser feita de vários modos; em todas, no entanto, restará algo de fora do mundo, seja uma opacidade intransponível, e a cabeça organiza o mundo apenas em parte, restando ela própria , àquela que parte do sujeito para o exterior – em Platão, Agostinho e Descartes. Basta que lembremos do “Penso, logo existo” do francês Descartes.

Materialismo ou idealismo? 

Feita uma introdução ao que seja a “razão” (ainda que rasteiramente), prosseguirei o texto de forma mais direta. Quando mencionei a questão do racionalismo de Descartes, no seu “Penso, logo existo”, aqui se instaura uma coisa muito importante que pouquíssimas pessoas, até mesmo de dentro da filosofia compreendem: a inauguração da “liberdade subjetiva”. O que seria isso a partir da interpretação do racionalismo cartesiano?

De forma bem resumida e simples, dizemos que o ato de “pensar” para Descartes pressupõe uma existência de algo que pensa; assim sendo, se há algo que pensa é porque há uma matéria pensante (e dotada de razão). Se o pensamento é parte integrante do ser que existe – portanto, pensante – ele tem, em si, a certeza de sua existência através do pensamento. Em outras palavras, isso tem um pressuposto fundamental: se o pensamento é íntimo à pessoalidade mais profunda dela mesma, logo, ninguém a não ser ela própria pode ter acesso ao que ela pensa. Ainda que alguém abra a cabeça dela com um machado ou passe por um trator em cima do cérebro, o que está sendo pensado jamais poderá ser impedido de ser pensado enquanto pensamento; é impossível, todavia, que sejamos impossibilitados da nossa faculdade do pensar, seja quaisquer que forem as nossas perversões, etc.

Mas, isso gera um problema óbvio que na filosofia materialista, ou seja, onde está também o alvo fatal da crítica empirista (com exceção de Berkeley) – Desde Locke até os mais contemporâneos passando pelo Hume. Um desses críticos do chamado racionalismo absoluto – ou que a forma de conhecimento de mundo se daria apenas pela razão – ou na sua primazia (aqui de modo mais genérico e comum), foi o próprio Marx. E assim ele diz na Ideologia Alemã:

“Para os filósofos, deixar o mundo do pensamento para descer ao mundo real é uma das tarefas mais difíceis que existem. A realidade imediata do pensamento é a linguagem. Da mesma forma que os filósofos fizeram do pensamento uma realidade autônoma, também não poderiam deixar de atribuir à linguagem uma realidade autônoma para fazerem dela o seu domínio privativo. Eis o segredo da linguagem filosófica, em que os pensamentos têm, enquanto palavras, um conteúdo próprio. O problema de descer do mundo das ideias ao mundo real reduz- se ao problema de passar da linguagem à vida.”.

Em outras palavras, à linguagem está a consciência prática, isto é, à ação que conduz as nossas subjetividades que se objetivam-se perante o mundo real. Não obstante que István Mészáros teve muito a dizer sobre isso:

“Todos nós temos consciência da desintegração do pensamento e do conhecimento num número crescente de sistemas à parte, cada qual mais ou menos autossuficiente, com sua própria linguagem, e não assumindo a responsabilidade de saber ou preocupar-se com o que vai além de suas fronteiras.” (MÉSZÁROS, I; 1981, p. 269).

Subjetivismo ou objetividade?

O discurso do indivíduo isolado em que se pretende o seu próprio nariz ser parâmetro do que seja a realidade, isto é, não existindo mais verdade objetiva e universal, relativizada e tornada dependente das “narrativas” dos sujeitos. O discurso que deveria passar o sentido das ideias, torna-se aqui a estética do que se apresenta, não no que se trata objetivamente como a concreção conceitual da regência imanente das coisas existentes.

Num certo sentido, todos nós estamos sujeitos a ficar insatisfeitos uns com os outros. Homens e mulheres, nas relações simétricas socialmente engendradas. Schopenhauer fez uma análise brilhante sobre isso: de forma rasteira, mal nós satisfazemos um desejo ou uma necessidade, logo criamos outros, o que nos torna para sempre insatisfeitos.

O ranzinza teve suas “razões” para isso. Schopenhauer – e vale lembrar das palavras de meu camarada Felipe Lustosa – teve a seguinte percepção: “não adianta tentar jogar pérolas aos abutres; estão tão desumanizados porque não conseguem captar a filosofia e ainda voltam as suas cúspides afiadas e seus cascos contra aqueles que desejam elevar a condição humana, i.e, voltam-se contra aqueles que desejam reefetivá-los e promovê-los a homens cientes de si e da natureza que os abarca, preferem o charco, o atoleiro e a lama”.

A abstração “homem” (aqui no sentido de “ser dotado de um pênis”) “odiado por comportamentos e atitudes vinculados ao padrão de comportamento de uma amostragem de homens” tivesse algo de plausível, teríamos que entender uma problemática: a abstração no sentido de Marx é compreendida como o primeiro momento da concreção, não é um contorno fixo, mas um nódulo elementar pronto a se transfigurar no roteiro especificador, singularizador da concreção. Portanto, não se trata de um procedimento regido por regras formais ou por uma normatividade arbitrária, mistificadora, como sugere essa “crítica fuderosa lacrou contra os ômis”.

Concernente a isso, o amigo Erik tem os seguintes dizeres: “Pois quando o sujeito é tornado o fundamento da legitimidade e verdade do discurso, todo e qualquer discurso se torna automaticamente legitimado. Aliás, não há mais como se falar em legitimidade. Se cada cultura ou indivíduo é o lugar próprio da justificação e da verdade – e disso resulta uma discordância a mais natural de se esperar -, o que é que pode servir de critério para avaliar qual está certa e possui legitimidade ao reivindicar tal e tal direito?”.

Sem uma crítica racional e objetiva não há avanços nessa matéria. E como o pior dos mundos possíveis sempre se torna real, por essa via abre-se todo um campo de oportunidades de cooptação, irracionalismo das lutas – ainda que válidas – , justamente o inverso que esse discurso prometia oferecer. Para isso, mais vale um Rousseau do que um Foucault.

Existe uma “cultura” machista? Inegável. Tanto que há mulheres que além de reproduzi-lo, chegam a defendê-lo. Existe, por outro lado, homens que rechaçam o machismo. Aí já nem tem o “local de fala”, pois “tudo depende do ponto de vista do observador”. Ou não... O que importa, em primeiro lugar, é a descrição objetiva dos fenômenos, sua veracidade ou falsidade advém daí e não da melanina ou do útero.

Em segunda lugar, importará em um grau relativo, caso haja qualquer tipo de interesse do emissor nas imbricações do fenômeno social em questão que podem ser proporcionados por vários motivos, dentre eles a posição do locutor na sociedade que pode ser determinada ou não por atributos biológicos. Isso é relevante para sabermos de onde vem e quais os interesses da pessoa que emite um significado aos fenômenos. Contudo, isso por si só não garante que seja verdadeiro ou falso o conteúdo emitido.

Existiam escravos a favor e contra a escravidão, existem mulheres contra e a favor ao feminismo. A posição privilegiado/desprivilegiado, portanto, apenas dá uma presunção relativa da possível posição a ser tomada pela pessoa, mas nunca uma presunção absoluta.

Parece óbvio para alguns, mas vale ressaltar: os indivíduos que formam a classe dominante possuem, entre outras coisas, também uma consciência e, por conseguinte, pensam que uma vez que domina como classe e determinam todo o âmbito de um tempo histórico. É evidente que o façam em toda sua amplitude como consequência. E também dominem como pensadores, como produtores das ideias sejam, em consequência, as ideias dominantes de um tempo.

Exemplos não faltam. Não são nem exceções, mas, regras!

Se você fala de subjetivismo no identitarismo negro, você é racista; a sua pessoa se torna a pauta da discussão e você é tachado como tal. No feminismo, se você faz ponderações – ou, no melhor dos casos, quer “participar” – você é chamado de machista, “hétero dando pitaco”, “quer xoxota”, etc. No LGBT, é taxado logo de homofóbico ou “privilegiado”. Percebem que a ideologia dominante opera entre os dominados (mesmo que este último insiste em dizer o contrário)?

É óbvio que a experiência subjetiva dos agentes é importante para a compreensão dos fenômenos, mas é insuficiente, porque tal subjetividade depende de uma objetividade factual existente e sua genealogia, desenvolvimento e progressão vão muito além da experiência subjetiva dos agentes nesse fenômeno. O lugar de fala, portanto, é a supressão da objetividade pela subjetividade tomada em seu caráter mais profundo. Não se pode negar, por exemplo, espaços em que LGBT’s, mulheres, etc., merecem destaque para seu protagonismo (outro termo que temos de tomar cuidado). Assim, porém, mais mulheres na política por si só não representará mudanças substantivas por si na realidade delas (machismo).

Outra coisa que a militância irracionalista, desprovida de qualquer materialismo (para não dizer da mais alta filosofia de nosso tempo: o marxismo) não compreende, pois, imersos em subjetivismo e solipsismo pueril estão longe de ir à gênese das coisas. Novamente, como diz Felipe Lustosa:

“O patriarcado não é um subjetivismo que jorra do homem solipsista como “ato irrefletido”, como vileza inata ao gênero masculino ou como forma desmedida da pulsão ferina no indivíduo homem em sociedade contra as mulheres. O patriarcado é, ontologicamente, todas estas formas da reprodução de um tipo social; antes de tudo, um reflexo estranhado de uma sociabilidade reificada e mediada pela produção ampliada e circulação de valores de troca onde o ser humano se autoproduz como objeto. Ademais, o complexo da ideologia operando à verossimilhança do complexo do trabalho alienado e plasmando pôres-teleológicos secundários, são antes disto, (ainda da perspectiva da centralidade do trabalho) a entificação das relações de produção anteriores àquelas relações de assalariamento expressas pelo capitalismo, que tinham no desfruto da humana e no mais-trabalho (no barbarismo, no escravagismo e na servidão e a família patriarcal) sua explicitação concreta.”  

Considerações quase finais

Portanto, não é um “ser por ser” ou “querer ser” como se o homem fosse um oásis da sociedade. É uma estruturação ontogenética, como colocou Engels em sua A origem da família, do Estado e da propriedade privada. Mesmo que os seres reproduzam isso sem a consciência plena do que fazem, eles mesmos podem, certamente, ser “transformados”. Porém, isso não paira sob as cabeças como um éter a vigorar como fogo no pavio e se espalha; é uma agua que bate na pedra até furá-la lentamente, porque as estruturas de Estado, as dinâmicas capitalistas e suas instituições (como a cultura, religião, moral e a política) concentram-no objetividades que sobrepõem sua racionalidade.

Diferente dessa compreensão totalizante do mundo, os movimentos que estão compelidos a um turbilhão frações que não encontram seus nexos causais, uma vez que quando tentar abranger ou dar conta de compreender a alguma manifestação social ou a algum epifenômeno, precisa multifacetá-lo em micro instâncias a fim de dinamitar o todo que expressa e fracionar as relações do ser. Os fundamentos da forma de como as coisas decorrem para esses movimentos “reformadores” ou “desconstruidores de conceitos”, são sempre incompletos, relativizadores, irracionalistas, despidos de historicidade, materialismo e da dialética, ou seja, tudo daquilo que é mais avançado ao desvelamento da essência do objeto: a compreensão ontológica e crítica do mundo real.

A legitimação da lógica patriarcal e o machismo feudal, dos laços de vassalagem e de suzerania médios; a abnegação da mulher ao lar e aos costumes domésticos e, não obstante, à serventia por parte desta de corpo e alma ao seu amo, possuem consolidações na sociedade burguesa.

A crítica ao irracionalismo intelectual

Não passando daquilo que Santo Agostinho chamou de “o Deus que habita em mim” em suas Confissões. O Deus é o meu “lugar de fala” para ser idiota, no seu livre-arbítrio, desde que o ser social renascentista rompeu com o tomismo e com a escolástica. As “revelações de Deus” e a concepção teocêntrica de cosmos e com a noção encanecida que fosse uma criatura concebida por um primeiro motor-imóvel de Aristóteles, municiado de um teleologismo apriórico e transcendental ainda é a epistemologia dessas “novas-esquerdas” porque aqui se encontra o modelo antropocêntrico de cosmos: burguês, individualista, laicizado, ainda que se faz racionalizado.

O ser social da modernidade é este típico dominado pela ideologia pequeno-burguesa, surgido dos escombros de um mundo medieval e feudalizado, ainda que negue isso até as profundezas do Hades. A mais profunda alienação num esgoto onde nos afogamos todos.

Para explicar mais sucintamente sobre essa ideologia produtora e reprodutora da matriz causal dessa decadência intelectual, o filósofo húngaro György Lukács, dirá:

“Cada vez mais, a sociedade se apresenta ao pensamento burguês como um amontoado de coisas mortas e relações entre objetos, em lugar de nele se refletir como é, ou seja, como a reprodução ininterrupta e incessantemente cambiante de relações humanas. O clima mental assim criado é muito desfavorável para o pensamento dialético (...) A maior parte dos intelectuais encontra-se, com efeito, muito afastada do processo de trabalho efetivo que determina a estrutura verdadeira e as leis de evolução da sociedade; estão tão profundamente ajustados na esfera das manifestações secundárias da produção social - que consideram aliás como fundamentais - que a descoberta das relações humanas mascaradas pela alienação, torna-se para eles coisa impossível. Em definitivo, é tão grande o abismo entre a realidade e o pensamento, que só reflete suas manifestações superficiais, que toda transformação na evolução social se apresenta para o pensamento sob o aspecto de uma ruptura inesperada e apenas pode provocar uma série contínua de crises.” (LUKÁCS)

Importante constatar que o “comportamento” do ideal burguês, ou seja, na sociedade burguesa, não é, nem será sinônimo de “estar na classe burguesa”. Trata-se de formas de reprodução do real na sua práxis desagregada. Nem deveria haver novidade nisso. Segundo Lukács, a burguesia à medida que se transfigura de classe revolucionária em classe reacionária (mantenedora da ordem sistêmica, principalmente após 1848), se comprometeu a engendrar uma época de decadentismo ideológico e de assalto à razão os quais estão diretamente ligados pelas relações de produção capitalistas.

Neste imenso um complexo de alienações e por uma gama de fetichismos que possuem seu núcleo duro calcado no fenômeno do irracionalismo, por sua vez, inextrincável ao metabolismo societário do capital e à teia ideológica que estão ligados, mal se atentam que . Bastam-nos ver as propagandas de empresas dos mais diversos seguimentos – desde cosméticos até fast foods – com slogan “inclusivo” para abocanhar das pautas identitárias seus novos “mercado-consumidores” que se sentem “representados”.

Interessa-nos discutir, vale frisar, a primeira e fundamental forma de censura. Porque ela tem um apelo estético atraente que até tem verniz de racional; por isso, convence e arregimenta um amontoado de gente com supostas boas intenções. É estético porque não importa o que você diga, fundamente, etc., o que lhes interessam é “como você é”.

Próximo passo

Quando Lênin escreveu que “sem teoria revolucionária não pode haver movimento revolucionário”, ele já tinha plena consciência da questão da práxis social dos sujeitos. Não é a consciência que define a existência dos homens, mas a existência e as relações de produção efetivas que cunham, em primeira instância, as diversas formas de consciência e de interações recíprocas entre seres sociais, inclusive as estranhadas.

E ainda lembrando Lênin, as mulheres serão protagonistas de sua própria emancipação, mas isso não se dará apenas pela “força subjetiva da ideia”, nem por “locais de fala” – eufemismo para sectarismo liberal que foge e muito a qualquer materialismo. Sobre isso, a emancipação humana, em sua concretude, não será feita ou por homens ou por mulheres independentes de seus comportamentos, mas sim por “proletários de todo mundo” que estarão unidos, juntos para a ruptura do velho mundo, não em sua retração civilizacional.

“Hegel faz do homem o homem da autoconsciência, em vez de fazer da autoconsciência a autoconsciência do homem, do homem real, e que, portanto, vive também em um mundo real, objetivo e se acha condicionado por ele. Ele vira o mundo de ponta-cabeça, o que lhe permite dissolver tanto na cabeça todos os limites, e isto os faz, naturalmente manter-se de pé para a má sensoriedade, para o homem real. Além do mais, para ele vale como limite tudo o que denuncia a limitação da autoconsciência geral, toda a sensoriedade, a realidade e a individualidade do homem e de seu mundo” - (Marx, A Sagrada Família, Boitempo Editora, pág 215)



Referências

HABERMAS, Jürgen. Teoria de la Acción Comunicativa. Trad. Manuel Jiménez Redondo. Madrid: Taurus, 1988. v. I e II.

LUKÁCS, György.  Existencialismo ou Marxismo?. Trad. José Paulo Netto. Rio de Janeiro; Editora UFRJ.

MARX, Karl. A Ideologia Alemã. São Paulo; Editora Boitempo, 2007.

MARX, Karl. A Sagrada Família. São Paulo, Editora Boitempo. 

MÉSZÁROS, István. Marx: a teoria da alienação. São Paulo. 1981, p. 269.

VAISMAN, Ester. Marx e a Filosofia. Revista: Nova Economia_Belo Horizonte. 327-341. mai-ago, 2006.